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Pura, empatia.


A empatia é  a resposta afetiva vicária a outras pessoas, ou seja, uma resposta afetiva apropriada à situação de outra pessoa, e não à própria situação. Pesquisas indicam que a empatia tem uma resposta humana universal, comprovada fisiologicamente. Dessa forma a empatia pode ser tomada como causa do comportamento altruísta, uma vez que predispõe o indivíduo a tomar atitudes altruístas.



Barack Obama, em 2006 quando ainda Senador, falando para o público de graduandos um pouco sobre a falta de empatia nos EUA, uma reflexão que vale pro mundo todo.

Tradução Livre

"Há muita conversa neste país sobre o déficit federal. Mas eu acho que nós deveríamos falar mais sobre nosso déficit de empatia - a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro; de ver o mundo através daqueles que são diferentes de nós - a criança que está com fome , o metalúrgico demitidos, a mulher imigrante que está limpando sua casa.



Com o passar da vida, cultivar a empatia se torna mais difícil. No mundo real, não há nenhuma exigência de serviços à comunidade; Ninguém para te forçar a se importar [com o próximo, com o meio ambiente]. Você é livre para viver em bairros com pessoas que são como exatamente como você, enviar seus filhos para as mesmas escolas que essas pessoas e estreitar as suas preocupações com o que está acontecendo em seu próprio pequeno círculo social.

Não só isso - nós vivemos em uma cultura que desencoraja a empatia. Uma cultura que muitas vezes nos diz que o nosso principal objetivo na vida é ser rico, magro, jovem, seguro de si, famoso e viver apenas para se divertir. A cultura daqueles que tem o poder de falar com as massas muitas vezes é de incentivar esses pensamentos egoístas.

Esses vão te dizer que os norte-americanos que dormem nas ruas e imploram por comida chegaram lá porque eles são preguiçosos ou fracos de espírito. Que as crianças que estudam em escolas de péssimas condições [ou em periferias], não vão aprender e não querem aprender e, por isto, devemos desistir delas. Que as pessoas inocentes que perdem suas casas ou familiares do outro lado do planeta é problema de um outro alguém [nunca seu].

E eu espero que você não preste atenção nisto, não aceite isto. Eu espero que você sinceramente se preocupe, sem pensar em algo em troca."

Veja o texto original:

"There's a lot of talk in this country about the federal deficit. But I think we should talk more about our empathy deficit - the ability to put ourselves in someone else's shoes; to see the world through those who are different from us - the child who's hungry, the laid-off steelworker, the immigrant woman cleaning your dorm room.

As you go on in life, cultivating this quality of empathy will become harder, not easier. There's no community service requirement in the real world; no one forcing you to care. You'll be free to live in neighborhoods with people who are exactly like yourself, and send your kids to the same schools, and narrow your concerns to what's going in your own little circle. 

Not only that - we live in a culture that discourages empathy. A culture that too often tells us our principle goal in life is to be rich, thin, young, famous, safe, and entertained. A culture where those in power too often encourage these selfish impulses.

They will tell you that the Americans who sleep in the streets and beg for food got there because they're all lazy or weak of spirit. That the inner-city children who are trapped in dilapidated schools can't learn and won't learn and so we should just give up on them entirely. That the innocent people being slaughtered and expelled from their homes half a world away are somebody else's problem to take care of. 

I hope you don't listen to this. I hope you choose to broaden, and not contract, your ambit of concern."

Vamos exercitar um pouco da nossa empatia?

Até a próxima

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Schweinderl