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O que é ser ativista da amamentação?


Confesso, faz dias, meses que nada posto aqui. Isto não significa que não acompanhe o que acontece ou que meu dia a dia não esta engajado com minhas crenças, meus debates, meus pensamentos... Acompanhando de perto ou de longe, sempre dou um jeito de expressar o que acredito, o que quero ver com as pessoas ao meu redor, com o ser humano, o ser.

Nós, homens, na fase de crescimento, temos impactos tradicionais criados antes mesmo de começarmos a entender o significado de tudo... Sempre digo que, o mais curioso é o ser humano passar os primeiros anos apenas ouvindo, depois desembesta a falar. O que é o papel do homem, da mulher, como crescer, o que procurar, objetivos claros como o de trabalhar, casar, tudo está dentro de um papel que alguém ou coletivo criou... Mas, afinal, o que é o certo ou errado? Nos perdemos, como sociedade, na simplicidade das coisas da vida, no prazer de ouvir, de falar, de sonhar, de crescer. Procuramos sempre uma facilidade para lidar com a vida que nós criamos, e esquecemos que somos muito além de seres metódicos para alguns fatores, seja para o certo ou errado.

Eu, ser humano, sinto de todas as maneiras que possa entender. Sinto quando um cheiro toma minha atenção, sinto quando algo toca meu paladar, sinto quando a temperatura muda, sinto quando penso, sinto quando tudo ao meu redor muda... Simples, sinto. A cada dia que passa o "sentir" é retirado de nós por regras e falas que não se explicam. Por que comer isto ou aquilo? Por que andar por aqui e não ali? Por que neste lugar ou no outro? As perguntas são abrangentes para você adicionar o fator que, com certeza, está passando no momento.

A cada ano que passa o ser humano se distancia do outro, arrumando mil e uma razões, desculpas, necessidades... De o nome que quiser... Estamos mais distantes dos outros. Perdendo nossos sentidos sensoriais, os mesmos que nos fizeram evoluir como um organismo que hoje pode postar essas palavras, e outro, ler.

O começo de tudo.

Cansou com tamanha complexidade acima? O que tem a ver com o tema proposto?

Imagine entregar todo esse pensamento a um recém-nascido. Puro de natureza e com instintos 100% naturais. Já fazemos alguns deles passarem por momentos ou decisões que variam do ótimo ao péssimo. Como fazemos isto? Ignorando seus sentidos, suas vontades, sua proximidade. Bebês são os seres mais frágeis e mais fortes deste planeta. Lutam da maneira que podem para sua própria sobrevivência, e contam com as duas pessoas mais importantes da sua vida para continuar sua existência.

A mãe é o berço desta vida, o pai o provedor, e não digo só do óbvio, mas provedor de carinho, paixão, companheirismo, de amor, de se igualar com um ser que o faz sentir tantas coisas que só se consegue explicar com o próprio sentimento, com uma lagrima ou duas.

Essa nova vida recebe seus primeiros sentidos dessas duas pessoas, primeira imagem recebida, primeiro som, primeiro cheiro, primeiro calor, primeira alimentação... Se todo este "pacote" parece fazer sentido, por que estamos querendo distanciar essa nova vida de nós, por opção?

O tópico do post é claro sobre a necessidade, estamos, por opção, deixando de entregar aos nossos filhos um momento único e rápido da vida deles, a amamentação. Seja por desconhecimento, por medo, por indicação dos mais velhos, por livros, por pensamentos... Muitas mulheres estão achando tudo tão complicado que fazem opções não naturais para seus filhos, buscando o bem da criança, mas ignorando todos os sentidos e consequências que isto pode trazer...

Homem, essa fase inicial, especial e complicada é raramente seguido por nós... O que acredito, deve mudar. Especialistas dizem... Tanta coisa que devemos sempre questionar. O tradicionalismo cita... Tanta coisa que devemos nos opor.

Cuidar de um recém-nascido é um ato de duas pessoas e não uma, desculpem os homens tradicionais. O apoio que sua parceira precisa é muito maior do que podemos imaginar. O apoio que seu bebê precisa é muito maior do que qualquer ensinamento pode relatar. Todos os processos desta nova vida devem ser acompanhados, apoiados, descobertos e redescobertos.

Com tantas informações, sugestões e pitacos, é difícil imaginar se estamos fazendo tudo certo com essa nova vida, se estamos entregando o que esta vida precisa. É confuso às vezes, eu sei... Mas não impossível.


O que é o ato de amamentar?



Algo simples que aumenta a proximidade, entrega nutriente, faz ambos crescerem e amadurecerem. Mas, como citei, só pelo fato de acontecer somente com a mãe, não significa que o homem está excluído disto. Comece a pesquisar e verá as maiores dificuldades das mães que amamentam.

Medo de perder a proximidade com o bebê, medo de não conseguir amamentar, medo sobre quando parar, medo de quanto deve continuar ou parar... Uma pessoa só não deveria ter tantos receios, sem apoio. É nisto que os homens falham. Neste momento, não só a mãe, como o bebê, devem se sentir protegidos por uma certeza, de que o ninho está sendo cuidado com olhos de carinho, de respeito, de segurança que um pai pode fornecer.

O que acontece fisicamente com a mãe? Quais os problemas podem acontecer se não amamentar? Como pode ser mais participativo? Como seguir a evolução e o dia a dia do filho? Como o bebê pode se sentir seguro com você quando a mãe não está por perto? Informe-se, garanto que terá uma consequência boa para a família.

Ainda estou só na superfície em debater com homens e mulheres a importância do que é ter uma família participando dos primeiros meses da sua cria. Nós, como organismos com um certo nível de inteligência, podemos optar por distanciar deste momento, ou criar algo novo e acompanhar o dia a dia de tudo o que é mais importante para o casal.


O que é ser ativista da amamentação?

É muito mais do que incentivar as mães a amamentar, é expandir o debate a dizer que os pais devem ajudar e colaborar para que tudo se encaixe, dizer a importância de cuidar da sua família em todos os sentidos.

A conversa por aqui, com os homens, ainda segue longe... Tradição, ensinamentos de famílias, quebra de preconceitos, de paradigmas... Mas ainda teremos outras oportunidades.

Este post faz parte da Blogagem coletiva: Por que sou ativista da amamentação? Continue lendo os blogs participantes aqui e participe você também!

Até a próxima!

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Schweinderl